Se você perguntar para qualquer atendente do seu laboratório se ela trata bem o paciente, a resposta provavelmente será sim. E, na maioria dos casos, isso é verdade.

O problema é que tratar bem não é a mesma coisa que atender de forma comercial. Um atendimento acolhe o paciente. O outro identifica a necessidade real, sugere o exame complementar adequado, contorna a hesitação e conduz o fechamento — sem parecer que está apenas tentando vender.

É por isso que muitos laboratórios, mesmo contando com equipes educadas e simpáticas, ainda deixam receita na mesa todos os meses: a gentileza está presente, mas falta um método comercial por trás dela.

Por que atendimento gentil não é o mesmo que atendimento comercial?

A maior parte das equipes de laboratório nunca recebeu um treinamento direcionado ao resultado comercial.

Normalmente, os profissionais recebem treinamentos relacionados aos protocolos, procedimentos técnicos, fichas, sistemas e acolhimento ao paciente.

Tudo isso é necessário, mas resolve apenas uma parte do atendimento.

A outra parte envolve saber conduzir a conversa, reconhecer o momento certo de sugerir um exame complementar, entender por que o paciente hesita antes de fechar e encerrar o atendimento de uma maneira que gere confiança — e não desconforto.

Sem esse desenvolvimento, o laboratório passa a depender do talento natural de cada atendente. Alguns profissionais possuem essa habilidade de forma intuitiva. Outros ainda não tiveram a oportunidade de desenvolvê-la porque ninguém lhes ensinou um método.

O que está por trás de um atendimento que gera indicação e venda?

Um atendimento comercial eficaz não depende de um roteiro decorado. Ele é resultado da combinação de habilidades que podem ser ensinadas, praticadas e aperfeiçoadas.

1. Reconhecer o perfil do paciente

Nem todo paciente toma decisões da mesma forma.

Alguns querem resolver tudo rapidamente. Outros precisam compreender cada detalhe antes de aceitar algo além do que vieram buscar. Há também aqueles que só avançam depois de perceber um acolhimento genuíno.

Uma das metodologias utilizadas para compreender esses diferentes perfis é o DISC, aplicado à maneira como cada pessoa prefere receber informações, se comunicar e tomar decisões.

O objetivo não é rotular o paciente, mas adaptar a abordagem para que a comunicação seja mais natural, clara e adequada para quem está do outro lado do balcão.

2. Identificar a necessidade além do pedido inicial

Parte da perda comercial em laboratórios acontece porque a equipe atende exatamente ao que foi solicitado, sem perceber uma necessidade relacionada que o próprio paciente talvez ainda não tenha identificado.

Isso não significa “empurrar exames”. Significa perguntar, ouvir e compreender o contexto para apresentar uma solução que realmente faça sentido para aquele paciente.

3. Contornar objeções sem parecer vendedor

As objeções em laboratórios costumam aparecer de maneira indireta:

“Vou pensar.”

“Depois eu volto.”

“Meu médico não pediu isso.”

Uma equipe treinada entende que essas frases podem representar hesitação, falta de informação ou insegurança — e não necessariamente uma recusa definitiva.

O papel do atendente é responder com clareza, segurança e informação, sem pressionar ou causar desconforto.

Erros comuns no atendimento de laboratórios que custam vendas

Alguns padrões aparecem com frequência em laboratórios que ainda não estruturaram o lado comercial do atendimento:

  • Tratar toda objeção como uma recusa definitiva, encerrando o atendimento sem tentar compreender a hesitação.
  • Focar somente no exame solicitado, sem verificar se existe alguma necessidade complementar ou relacionada.
  • Utilizar o mesmo tom de voz e a mesma abordagem para todos os pacientes.
  • Fornecer explicações excessivas para quem deseja agilidade ou informações insuficientes para quem precisa de mais segurança.
  • Não conduzir o fechamento do atendimento de forma clara e natural.
  • Não estimular a indicação por parte dos pacientes que tiveram uma experiência positiva.

Nenhum desses erros acontece necessariamente por falta de vontade ou comprometimento da equipe.

Na maioria das vezes, eles são consequência da ausência de um método comum que todos os profissionais possam compreender e aplicar.

Como treinar a equipe sem interromper a rotina do laboratório?

Um dos maiores obstáculos para investir em treinamento comercial é o tempo.

O laboratório não pode parar, e retirar toda a equipe da rotina por vários dias pode parecer inviável.

Por isso, formatos objetivos e ao vivo — como dois encontros de poucas horas, realizados fora dos períodos de maior movimento — podem funcionar melhor do que treinamentos longos e exclusivamente presenciais.

O resultado não depende apenas da duração do treinamento, mas da capacidade de oferecer um método que possa ser colocado em prática pela equipe desde os primeiros atendimentos.


Prepare sua equipe para acolher, orientar e gerar resultados

Para laboratórios que desejam estruturar esse processo, a VISION 360º Treinamentos oferece o treinamento ao vivo Atendimento Humanizado e Comercial no Laboratório.

Durante o treinamento, são trabalhados pontos fundamentais para a rotina da equipe, como:

  • abordagem humanizada;
  • identificação do perfil do paciente;
  • comunicação e adaptação da linguagem;
  • tratamento de objeções;
  • identificação de oportunidades;
  • condução do fechamento.

Uma equipe bem preparada não apenas atende melhor. Ela transmite confiança, fortalece o relacionamento com o paciente e contribui diretamente para os resultados do laboratório.

Conheça o treinamento Atendimento Humanizado e Comercial no Laboratório

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